NOVAS TARIFAS


Ontem, as novas tarifas impostas por Donald Trump entraram em vigor (e não, esta não é uma notícia do ano passado).

🔄 Refresco sua memória: na sexta (20), a Suprema Corte dos EUA derrubou as taxas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Como resposta à decisão, o republicano instituiu cobranças de 10% sobre os países.

Agora, o presidente se respaldou na seção 122 da Lei de Comércio de 1974, e a nova taxa expira em 150 dias.

O lado bom… É que a brasileira Embraer e o setor aeroespacial comercial em geral devem se beneficiar da mudança. Explico:

Em 2025, o republicano impôs tarifas sobre inúmeros produtos brasileiros, e aviões foram afetados em 10%. Agora, aeronaves comerciais, motores e peças aeroespaciais ficam isentos de taxas.

Voando alto. A mudança impulsiona os negócios da Embraer, já que ameniza a desvantagem frente a outras empresas do setor que entravam nos EUA livres de tarifas, como a canadense Bombardier e a francesa Dassault.

O momento é propício para a brasileira:

      Anunciou ontem uma nova variante de seus jatos executivos Praetor;

      Informou na semana passada uma parceria para aprimorar a capacidade da aeronave KC-390 Millennium para as Forças Aéreas dos EUA.

Fontes do setor argumentam que as companhias aéreas americanas poderiam aproveitar a nova isenção para acelerar a importação de jatos da Embraer.

Falando nisso, a carteira de encomendas da empresa bateu um recorde no ano passado e chegou a US$ 31,6 bilhões (R$ 163 bi, aproximadamente).

Administrável, mas prejudicial… Foi a consideração da companhia sobre a tarifa aplicada no ano passado. Durante o terceiro trimestre do ano passado, o pagamento das taxas totalizou US$ 17 milhões (cerca de R$ 87 milhões).

Além disso, a cobrança afetou as entregas de aeronaves. A Alaska Airlines disse em julho passado que recebeu dois jatos regionais E175 após um pequeno atraso.

… e é preciso ficar de olho. O governo Trump está conduzindo investigações sobre as práticas comerciais e a indústria aeroespacial comercial do Brasil.

A aviação também enfrenta custos mais altos devido às tarifas sobre materiais usados na fabricação de peças, como aço e alumínio.

 

 

 



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