Quem é o dono do dinheiro?
O Brasil vive um boom na emissão de fundos de
investimento regulados. Esses ativos precisam seguir algumas regras para
proteger os investidores, como espalhar o dinheiro dos cotistas em vários
lugares.
• De 2014 ao primeiro
trimestre de 2026, o número desses produtos passou de 14,4 mil para 32,3 mil.
Do que estamos falando?
Multimercados, FIPs (fundos de investimento em
participações) e Fidcs (fundos de investimento em direitos creditórios) são
alguns exemplos.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) é
responsável por regular os ativos.
O problema é que a entidade não acompanhou o
ritmo da expansão. Na verdade, o que se viu nesse período foi um
enfraquecimento.
A autarquia sofre com falta de pessoal, aperto
financeiro e não consegue dar conta de todos os processos.
A estrutura dos ativos não facilita.
Os FIPs, por exemplo, compram fatias de quaisquer
companhias, sejam elas listadas na Bolsa de Valores ou não.
Como os fundos podem adquirir cotas entre si, fica
difícil rastrear quem é o investidor original da cadeia.
Outro caso são os Fidcs, fundos que investem em
dívidas futuras, como cheques e parcelas do cartão de crédito.
Eles misturam
títulos de vários credores, então fica difícil para os cotistas saberem a
qualidade do que está sendo adquirido e quem são os devedores.
FOLHA MERCADO