Contas do governo têm déficit de R$ 59,1 bilhões,
pior resultado desde 2020.
- Crescimento de 28,3% nas despesas totais supera avanço de 3,9% na
receita líquida do governo
- Aumento de gastos foi motivado pelo pagamento de precatórios e
expansão de benefícios sociais
As contas do governo central registraram déficit
primário de R$ 59,1 bilhões em julho de 2025, informou nesta quinta-feira (28)
o Tesouro Nacional.
O resultado é o pior para o mês de julho desde 2020, quando
o déficit havia sido de R$ 87,8 bilhões.
O aumento das despesas foi motivado sobretudo pelo
pagamento de precatórios, que geraram impacto sobre os gastos com benefícios
previdenciários e o BPC (benefício de prestação continuada).
Além disso, o
aumento do salário mínimo e a expansão do número de beneficiários da
previdência também elevaram a pressão sobre contas públicas.
As contas do governo central incluem Tesouro
Nacional, Banco Central e Previdência Social.
O resultado primário do acumulado em 12 meses agora
vai a um déficit de R$ 34,1 bilhões, equivalente a 0,3% do PIB.
De janeiro a
julho, o governo teve déficit primário de R$ 70,3 bilhões, uma redução em
comparação com o mesmo período no ano passado, quando a cifra era de R$ R$ 76,2
bilhões.
Na comparação com julho do ano passado, houve
aumento de 28,3%, ou R$ 57,4 bilhões, nas despesas totais, enquanto o
crescimento da receita líquida foi de 3,9%, ou R$ 7,6 bilhões.
O avanço da receita foi puxado pelo aumento de 5,8%
nas chamadas receitas administradas (onde estão impostos e tributos).
Entre os
motivos está o crescimento na arrecadação de impostos da pessoa jurídica,
devido a a pagamentos extraordinários das instituições financeiras.
FOLHA DE SÃO PAULO