Quase metade das pessoas ainda desconectadas (48,2%) da Internet tem mais de 60 anos.
Baixo letramento digital é com certeza um obstáculo a atrapalhar a
trajetória de vida dos idosos brasileiros.
Sempre se pode argumentar que esse é um problema menos sério para os
assistidos das nossas entidades fechadas, um público socialmente acima da média
brasileira e maior renda, mas mesmo essa condição diferenciada talvez não salve
inteiramente os nossos aposentados da falta de familiaridade ao lidar com as
demandas de uma rotina digitalizada a cada passo.
Registra um site que em milhões de lares brasileiros se revela um
descompasso silencioso: a vida cotidiana migrou para o ambiente digital em
ritmo muito mais acelerado do que a oferta de oportunidades para que as pessoas
idosas aprendam a habitá-lo com autonomia e alguma segurança.
Entre 2012 e 2024, o grupo dos 60+ cresceu mais de 50%, ritmo muito
superior ao da população total. Ao mesmo tempo, a digitalização do governo
brasileiro se acelerou nas duas últimas décadas, com ampliação progressiva da
oferta de serviços públicos digitais nas três esferas federativas.
Envelhecimento populacional e transformação digital avançam juntos, e a forma
como esses dois movimentos se encontram definirá quem permanece incluído e quem
fica para trás.
Pesquisa TIC Domicílios 2024 registra que o uso da internet alcançou 84%
da população, mas quase metade das pessoas ainda desconectadas (48,2%) tem mais
de 60 anos (CGI.br, 2024). Entre quem não usa a internet, a maioria alega
simplesmente não saber como utilizá-la.
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