O
mercado de trabalho brasileiro vai relativamente bem. Alguns números para
ilustrar:
• 5,4% foi a taxa de desemprego registrada
entre abril e junho de 2026. É o menor percentual para o período desde 2012.
• 921,6 mil postos CLT criados no primeiro
semestre. O número ficou abaixo do mesmo período de 2025, quando foi 1,2
milhão.
Forte,
mas com leves sinais de desaceleração é a definição de analistas para o
cenário.
Sim,
mas… Nem todos os setores da economia seguem esse ritmo.
O
comércio varejista cortou 45,9 mil vagas CLT no primeiro semestre de 2026, o
maior enxugamento de vagas para o período desde a pandemia.
O
que explica? O varejo lida com um conjunto de situações desfavoráveis.
Boa
parte dos consumidores depende de crédito (seja no cartão, carnê ou empréstimo)
para adquirir bens duráveis, como eletrodomésticos. Com os juros altos, as
parcelas pesam mais no bolso.
• 64% é a taxa de juros paga em empréstimos
pelas pessoas físicas.
• 97,4% ao ano são os juros do cartão de
crédito.
Os
brasileiros estão fortemente endividados. A situação impede os consumidores de
assumir novos débitos.
• 82% das famílias registraram dívidas no
mês passado.
O
mercado digital ganha cada vez mais espaço. O modelo emprega muito menos
pessoas do que as lojas físicas.
➝ Falando em varejo, a
Casas Bahia lida com dezenas de ações de despejo em diferentes cidades de São
Paulo. Leia mais detalhes sobre a situação da companhia.
FOLHA MERCADO