TE CONTEI?


Uma liçāo ou duas sobre preço.

O dinheiro que pagamos em troca por um produto ou serviço, nāo tem a ver com quanto custa fazer, quāo dificil é produzir, nem quanto o produtor gosta daquilo

Isso é dificil compreender porque, quando fazemos algo, perdemos a maior parte do tempo pensando extamente nessas coisas.

O preço se baseia na visāo de mundo e situaçāo do comprador, nāo de quem produz.

O preço pago sempre será inferior ao valor criado para o comprador e nunca será maior do que o valor que o comprador pode pagar em troca.

Se a etiqueta de preço pedir mais do que isso, a compra nāo acontecerá.

Uma pintura que custou R$ 40 para ser produzida em 1880 pode ser vendida por R$ 40.000.000 hoje. Isso porque o comprador acredita estar ganhando em status, satisfaçāo e valor futuro do quadro, mais do que a quantia que está pagando.

Se nāo acreditase nisso, nāo compraria o quadro.

Uma doaçāo para uma causa justa nāo acontece porque a causa precisa do dinheiro. Acontece porque o doador acredita que a historia que ele conta para si proprio sobre a doaçāo, vale mais do que quanto custa a doaçāo.

Um remedio que custa R$ 40.000 e pode salvar uma vida nāo será comprado por alguém que nāo tem os recursos para trocar por ele.

Essa é um das razōes porque é tāo lucrativo vender artigos de luxo para bilionários que buscam status. Eles investem mais em sua busca de prestigio e valorizam mais isso, do que a maioria das pessoas o faz e eles tem recursos para gastar nisso.

Nāo tem a menor importância se uma obra de arte, feita por um artista famoso, usando uma banana e durex, tenha sido barata de produzir e facil de replicar.

Na outra ponta desse espectro está um artesāo experiente ou um vendedor numa feira de artesanato. Eles aparecem, fzem o trabalho e se importam muito com o que produziram, Mas se o comprador nāo internalizar a historia sobre a arte produzida ou nao tiver os recursos para alocar na compra, a venda nāo vai acontecer.

Existem duas liçōes valiosas aqui:

1.   A empatia que temos ao imaginar o quê nossos clientes precisam, desejam e sonham, faz parte do nosso trabalho (sempre); e

2.   O domínio de uma técnica, de um processo ou de um serviço, nāo garantem sua viabilidade comercial.

Os fundos de pensāo vem deixando a desejar no que tange à primeira liçāo, uma vez que falta apoio aos participantes na fase de desacumualçāo da poupança.

Se os fundos de pensāo nāo fizerem nada quanto a primeira liçāo, a segunda liçāo será aprendida tarde demais 



EDER CARVALHAES COSTA E SILVA
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