Uma
boia de R$ 8,8 bi
Desde a
tentativa de compra do Banco Master e a aquisição de carteiras de crédito
consideradas fraudulentas, a instituição estatal enfrenta uma crise financeira
e busca soluções para se reerguer.
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O BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos do Master, mas recuperou apenas uma
parte desse prejuízo, segundo investigações.
Uma luz
no fim do túnel? Ontem, os acionistas do BRB aprovaram um aumento de capital
social da instituição de até R$ 8,8 bi. A operação permite que o banco receba
novos recursos e ganhe fôlego para continuar operando.
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Foi autorizada uma mudança no estatuto para permitir o aumento do capital, que
elevará o limite de ações de 720 milhões para 2,5 bilhões.
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Os novos papéis serão ofertados apenas a quem já integra a base de acionistas
da instituição.
O
aporte sugerido aos acionistas é de, no mínimo, R$ 536 milhões e, no máximo, R$
8,817 bilhões.
Entenda:
o BRB é uma sociedade de economia mista, que combina capital público e privado.
Seu acionista controlador é o governo do Distrito Federal, que detém 53,71% dos
papéis.
Para
manter essa participação, o DF teria de investir cerca de R$ 5 bilhões.
O
problema… É que eles não têm esses recursos. Em março, o ex-governador Ibaneis
Rocha sancionou um plano que autoriza o Distrito Federal a executar algumas
ações para socorrer o BRB, como a contratação de até R$ 6,6 bi em operações de
crédito com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e instituições financeiras.
A atual
governadora, Celina Leão (PP), pediu ajuda à gestão Lula, mas disse não ter
recebido retorno.
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"Não deu nenhuma resposta sobre nenhuma ajuda. Pedimos tudo, acho que não
tem a boa vontade de fazer", disse Celina.
FOLHA MERCADO