EDUCAÇÃO


Embora o grupo de brasileiros com ensino superior tenha mais que dobrado entre 2012 e 2025, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o rendimento médio segue abaixo do recorde registrado em 2014. 

Em um cenário competitivo e com salários pressionados, o diploma por si só já não basta. A partir disso, o grande diferencial passou a ser a capacidade de liderar e inovar na prática.

Essa aproximação exige flexibilidade diante de novas tecnologias. Segundo Flávio Vasconcelos, pró-reitor da FGV, a inteligência artificial afeta profundamente a metodologia de ensino e a dinâmica profissional. "A inteligência artificial afeta a gente em duas áreas", explica Vasconcelos.

"Primeiro, em como e no que vamos ensinar para os alunos. Não adianta ensinar o mesmo que fazíamos antes, porque os conhecimentos hoje ficam disponíveis mais facilmente via os mecanismos de IA", afirma o pró-reitor. 

"E uma segunda que acontece também é como se faz a avaliação dos alunos: provas, trabalhos e tudo isso tem também um impacto muito grande."

"Você não ensina liderança só ensinando teorias ou trazendo cases reais, mas colocando para fazer também", explica  Portela - professora e diretora acadêmica da Fundação Dom Cabral. 

Para ela, o papel das instituições de ensino superior é atuar como uma bússola de longo prazo. "O desafio é ajudá-lo a moldar o líder que ele vai ser, acompanhando a carreira em diferentes momentos e desafios."



FOLHA DE SÃO PAULO
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