ALTA DOS COMBUSTÍVEIS


Segura o gás, o diesel e o querosene...

Guerra lá fora, luta aqui dentro para tentar conter a alta dos combustíveis. Ontem, o governo anunciou medidas para evitar aumento de preços

Antes, uma breve explicação. O valor do petróleo internacional é precificado com base na oferta e na demanda, que são influenciadas por inúmeros fatores, como a alta do dólar e tensões geopolíticas, caso da guerra no Irã. 

Desdobramentos do conflito, como a interrupção do tráfego no estreito de Hormuz, geram incertezas sobre a produção e distribuição do óleo. Isso, consequentemente, impacta a cotação. 

O Brasil importa uma parte dos combustíveis consumidos por aqui. Logo, está exposto às variações internacionais. 

Agora, vamos às medidas: 

Diesel: a subvenção passará dos atuais R$ 0,32 por litro do combustível produzido no país para R$ 1,12. 

Trata-se de um repasse financeiro feito pelo governo para custear parte do preço dos combustíveis, o que permite que as distribuidoras vendam ele mais barato aos postos

Relembre: o pagamento de R$ 0,32 por litro de diesel nacional e importado foi instituído por uma MP (medida provisória) assinada em 12 de março

Dias depois, o governo propôs uma subvenção extra para o combustível que vem de fora, de R$ 1,20 por litro. Neste caso, cerca de R$ 0,60 seriam custeados pela União e os outros R$ 0,60 pelos estados. Os incentivos custarão cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. 

O que compensa o impacto fiscal? A MP de março instituiu um imposto temporário de 12% sobre a exportação de petróleo, que poderia arrecadar R$ 30 bilhões.

Querosene de aviação (QAV): teve alíquotas de PIS/Cofins temporariamente zeradas. O valor do QAV passa por um reajuste mensal, que acompanha a variação das cotações internacionais do petróleo. Em abril, a Petrobras anunciou um aumento de 55%

  • O setor foi duramente impactado pelo repasse, já que o querosene representa 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.
  • A isenção do tributo sobre o QAV terá um impacto de R$ 0,07 por litro e custará cerca de R$ 100 milhões por mês para a União. 

O que compensa o impacto fiscal? Ontem, o governo aumentou impostos sobre cigarros. Segundo a Fazenda, a alíquota sobre o maço ou box com 20 unidades vai subir de R$ 2,25 para R$ 3,50. 

Também haverá elevação no preço mínimo do produto, de R$ 6,50 para R$ 7,50. A estimativa é arrecadar R$ 1,2 bilhão.

Gás de cozinha: subvenção de R$ 850,00 sobre cada tonelada de GLP (gás liquefeito de petróleo) importado. A medida vai durar dois meses, prorrogáveis por mais dois, e tem um custo estimado em R$ 330 milhões. São cerca de R$ 11 por botijão de 13kg. 

O que compensa o impacto fiscal? O imposto sobre a exportação de petróleo, segundo o governo. 



FOLHA MERCADO
Tel: 11 5044-4774/11 5531-2118 | suporte@suporteconsult.com.br