Ontem,
o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central fez um anúncio já
esperado pelo mercado: a taxa básica de juros se mantém inalterada, em 15% ao
ano. O patamar é o mais alto desde julho de 2006.
↳ A decisão, que se repetiu pela quinta reunião seguida, foi
tomada por unanimidade.
O
que chama atenção, porém, é a mudança no tom do comunicado divulgado pelo
colegiado.
Te
explico: nas últimas reuniões de 2025, o comitê não definiu quais seriam seus
próximos passos e reiterou a posição de que manteria a taxa no atual patamar
por um “período bastante prolongado”.
Agora,
sinalizou que prevê dar início ao ciclo de queda da Selic no próximo encontro,
em março.
Um
passo de cada vez. Apesar do anúncio, não sabemos como serão os próximos cortes
e qual a intensidade deles.
A
decisão de preservar os juros também se repetiu nos Estados Unidos. O Fed
(Federal Reserve, o banco central norte-americano) interrompeu o ciclo de
cortes e manteve as taxas estáveis na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano.
👎 A manutenção não
agradou aos governos:
Por
aqui… O governo Lula e os setores produtivos pressionam por uma queda da Selic.
O argumento usado pelo comitê é que manter os juros altos tem se mostrado
adequado para levar a inflação ao objetivo buscado.
…e
por lá. Trump já solicitou inúmeras vezes uma redução imediata e acentuada da
taxa. No início deste ano, procuradores federais dos EUA abriram uma
investigação contra Jerome Powell, presidente da instituição, para apurar uma
reforma na sede do Fed.
Para
Powell, porém, a acusação criminal tem relação com a desobediência do banco aos
pedidos do presidente dos EUA.
FOLHA MERCADO