CRIPTOMOEDAS


Bancos ampliam cardápio de criptomoedas para clientes com avanço da regulação

  • Analistas recomendam limitar a fatia desses ativos na carteira de investimentos entre 1% e 3%
  • Apesar do aumento da demanda, instituições financeiras evitam investir em ativos virtuais

Bancos ampliaram nos últimos anos a oferta de criptoativos a clientes. Se antes o produto na prateleira se resumia ao bitcoin, agora as instituições oferecem mais de uma dezena de ativos virtuais aos investidores.

As criptomoedas funcionam por meio de redes de computadores que registram e validam as transações, sem a necessidade de um sistema centralizado como o de um banco.

O bitcoin é a mais conhecida, mas existem milhares de outras, com características e usos diferentes. O ether, por exemplo, está ligado à rede Ethereum, enquanto as chamadas stablecoins buscam manter seu valor próximo ao de moedas tradicionais, como o dólar.

Desde o ano passado, instituições como Itaú, BradescoSantanderBanco do Brasil e Nubank aumentaram o número de produtos relacionados a essa classe de ativos, em movimento acompanhado pelo avanço da regulamentação do setor no Brasil.

Analistas, contudo, alertam que investimentos na classe exigem cuidados. A volatilidade dos criptoativos exige que o investidor compreenda o nível de exposição que terá em seu portfólio. 

Por isso, o investimento é mais indicado para investidores com maior tolerância ao risco e às flutuações do mercado.

"Há variações de preços maiores do que em ações. Uma ação pode cair 4% ou 5% em um dia ruim. 

Em cripto, esses movimentos podem ser muito mais rápidos e maiores. Isso não significa que o investidor vai perder dinheiro, mas que está exposto a uma amplitude maior de variação", diz Cristiano Corrêa, professor de finanças do Ibmec.

A recomendação é que a exposição seja limitada e destinada a investidores com maior tolerância ao risco.



FOLHA DE SÃO PAULO
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