📺 De casa nova
“Não estamos crescendo tão rápido quanto eu gostaria”.
O posicionamento do co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, resume o atual
momento da companhia. Alguns números ajudam a entender o cenário:
• 13,4% foi o crescimento no segundo
trimestre, o menor em quase três anos.
• 2% foi o avanço nas horas assistidas no
primeiro semestre de 2026.
A citada acima motivou grandes mudanças. Cerca de 1.000 funcionários
foram demitidos, e a executiva Bela Bajaria, que supervisionava todas as
séries, filmes, eventos e esportes, será substituída por Peter Rice, veterano
da Fox e Disney.
Qual o contexto?
Desde o fim de “Stranger Things”, a Netflix tem dificuldade para
encontrar novos sucessos que substituam campeões de audiência. Até séries
populares, como “Treta” e "Avatar: O Último Mestre do Ar", tiveram
queda expressiva nas visualizações.
A crise se aprofundou com a tentativa de compra da Warner, derrubada por
uma oferta superior da Paramount. O episódio contrariou a imagem de empresa que
constrói em vez de comprar e preocupou investidores.
↳ Suas ações caíram mais de 40%
neste ano.
Por que importa?
O modelo de negócio do streaming está sob pressão. A companhia precisa
conter o avanço de concorrentes, como o YouTube, que lidera a disputa por
atenção do público.
• Nos EUA, a plataforma de vídeos
concentra mais de 14% da audiência, quase o dobro da fatia da Netflix (7,8%).
FOLHA MERCADO