Processo seletivo eleva a régua
e se alonga.
Formulários extensos, múltiplas entrevistas e falta de feedback se
tornaram regra nos processos seletivos.
Em um cenário de instabilidade e
cautela econômica, as organizações contratantes estão cada vez mais rigorosas
na contratação de novos funcionários.
Nove em cada dez empresas travaram uma disputa pelos
“superprofissionais” — executivos com alta qualificação técnica e
comportamental, capazes de gerar resultados imediatos.
“Como há um clima de
incerteza econômica global, as empresas querem contratar apenas funcionários
que ‘já cheguem rodando’ e tragam algum retorno financeiro”, explica a
consultora Marina Brandão, gerente da Michael Page.
Os dados são de um levantamento da própria consultoria, especializada em
recrutamento de média e alta gerência.
O estudo, baseado em dados consolidados
do primeiro semestre de 2025, analisou empresas nacionais e multinacionais de
médio e grande porte.
A crescente seletividade tem tornado os processos de contratação mais
exigentes e demorados, com etapas adicionais, mais entrevistas e número maior
de candidatos envolvidos.
O tempo médio aumentou 15% em relação ao ano passado.
“Se antes era possível concluir um processo com apenas uma entrevista, agora o
candidato precisa ser entrevistado pelo RH, pelo gestor da vaga e, em alguns
casos, até pela área de compliance”, afirma Stephano Dedini, diretor-executivo
da Michael Page.
MUNDO RH