Casos de sonegação de informações batem recorde.
Apuração mostra que aumenta o número dos fundos estruturados que
falham na divulgação de seus informes mensais. Segundo levantamento da Uqbar,
46 FIDCs de 12 administradores não entregaram em julho as informações do mês
anterior.
É o maior número mensal do ano.
O aumento do “apagão” na classe ocorre em um momento em que o mercado
eleva a preocupação com a saúde dos veículos de crédito diante das seguidas
recuperações judiciais, e do temor de desaceleração mais forte da economia.
Especialista lembra que a ausência de informes mensais representa o
descumprimento de uma obrigação básica para a transparência e a supervisão do
mercado, lembrando que os fundos estruturados receberam R$ 108 bilhões em
novos investimentos neste ano
E alerta não ser a primeira vez em que isso
acontece.
E em meio à mídia que chamava a atenção ontem para o assunto uma delas
dizia que depois de anos de bonança, em que os juros elevados levaram a
captações bilionárias, os fundos de crédito privado inspiram
maior cautela no mercado financeiro este ano.
O cenário de alocação piorou. Os spreads (diferença entre prêmios desses
ativos comparados com outros ativos) dos títulos de dívida corporativa,
principal ativo investido pelos gestores, estão comprimidos graças à alta
demanda e, para muitos, não remunera adequadamente o risco oferecido.
O ESTADO DE SÃO PAULO