GOLPE INTERGERACIONAL


Jovens europeus vivem pior que seus avós e se sentem vítimas de golpe intergeracional

Hoje a desigualdade na Europa tem uma dimensão etária. Jovens incapazes de sair do quarto de hóspedes dos pais, devido aos preços altíssimos das moradias no continente,  se perguntam se algum dia desfrutarão, como adultos, do estilo de vida que conheceram quando crianças.

Aos 30 e poucos anos, com empregos, pagam impostos pesados para financiar as aposentadorias dos idosos que se aposentaram no auge da vida. 

Os custos relacionados ao envelhecimento estão devorando um quarto do PIB da União Europeia, um número improvável de cair à medida que o Velho Continente envelhece ainda mais. 

Ser um jovem europeu é sentir-se um participante involuntário de um golpe intergeracional.

Os boomers garantiram a si mesmos aposentadorias generosas, confiando em tendências demográficas que já não se mantêm.  

Os ganhos mais óbvios nesse roubo intergeracional são as casas, que os boomers compraram por uma pechincha e que agora valem milhões. 

A crise da saúde da mente parece ser uma degradação progressiva de geração em geração e vai muito para além do aumento das taxas de depressão e ansiedade nos jovens adultos, afirmou uma estudiosa .

Além disso o número de jovens adultos que moram com os pais aumentou na Europa. 

Segundo um levantamento feito pela agência de dados europeia Eurostat para o jornal The Guardian, a proporção média de pessoas empregadas no bloco econômico entre 25 e 34 anos que vivem na casa dos pais aumentou de 24% para 27%, entre 2017 e 2022.

 



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