Na
última década, o número de lançamentos imobiliários em São Paulo cresceu 620%.
Mas há um detalhe crucial: enquanto o número de apartamentos explodiu, o
tamanho deles encolheu.
Isso não é um acaso. É o mercado respondendo a
uma profunda transformação no Brasil.
As famílias estão menores, mais gente
mora sozinha, o home office virou realidade e o custo do metro quadrado forçou
uma adaptação.
O apartamento compacto deixou de ser um nicho
para virar regra.
Mas o motor por trás desse boom não foi só a
mudança de comportamento.
Foi a combinação poderosa de crédito forte, aumento
da renda e queda do desemprego. Mesmo com juros altos, os brasileiros continuam
comprando.
E há mais uma peça no quebra-cabeça: o
investidor. Imóveis pequenos se tornaram ativos de alta rentabilidade para
aluguel tradicional e, principalmente, de curta duração.
O imóvel se consolidou
não apenas como moradia, mas como uma estratégia de investimento inteligente.
Em resumo, o boom imobiliário é um espelho das
gigantescas mudanças econômicas e sociais do Brasil. Quem não entender essa
nova configuração do mercado, vai ficar para trás.
RICARDO AMORIM