Petrobras adia redução de home office após greve.
Medida ocorre após
paralisação de petroleiros; aumento dos dias presenciais passará a valer em
maio
A Petrobras adiou para 30 de maio a redução de três para dois dias de home office dos
funcionários da empresa.
A medida estava marcada para começar no dia 7 de abril
e recebeu críticas da categoria.
A mudança ocorre
após reunião da empresa com sindicatos nesta quarta (2) após paralisação de 24
horas da categoria na última semana.
O adiamento foi inicialmente
revelado pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e confirmado pela
Petrobras.
A estatal diz que
a medida reafirma a decisão sobre o trabalho híbrido, que contemplará três dias
de trabalho presencial por semana.
Segundo a empresa, o adiamento tem o
objetivo de dar mais tempo aos funcionários para que se adaptem ao novo modelo
de trabalho.
"Os ajustes
no modelo híbrido de trabalho visam aprimorar a integração das equipes e os
processos de gestão, além de contribuir para a agilidade na entrega de
importantes resultados para a companhia, que está em fase de crescimento de
investimentos e definição de novos projetos", afirma a Petrobras.
Em janeiro, a
Petrobras havia anunciado que, a partir de abril, todos os funcionários do
regime híbrido teriam que comparecer na empresa pelo menos três dias por
semana.
Hoje, funcionários trabalham presencialmente dois dias por semana,
exceto os gerentes.
"Os
mencionados ajustes visam aprimorar a integração das equipes e os processos de
gestão, além de contribuir para a agilidade na entrega de importantes
resultados para a companhia, que está em fase de crescimento de projetos",
afirmou a diretoria-executiva da Petrobras à época.
A diminuição do
formato presencial foi uma das principais pautas da greve da última semana, que
unificou FUP e FNP (Federação Nacional dos Petroleiros).
FOLHA DE SÃO PAULO