MUNDO AGRÍCOLA


EUA estão prestes a perder posto de maior exportador agrícola para o Brasil.

  • País exportou US$ 171 bi, valor que superou em apenas US$ 2 bi o total enviado no setor pelos brasileiros
  • Tensões comerciais e os preços baixos afetam o Meio-Oeste e ameaçam o status dos americanos

Depois de mais de um século, os EUA estão prestes a perder o posto de maior exportador agrícola do mundo.

No ano passado, os EUA exportaram US$ 171 bilhões (R$ 867 bilhões) em produtos agrícolas, segundo o Departamento de Agricultura

O valor superou em apenas US$ 2 bilhões (R$ 10,1 bilhões) o total exportado pelo Brasil, que, segundo muitos analistas, se beneficiou das turbulências comerciais provocadas pelas tarifas do presidente Donald Trump.

As exportações americanas caem, enquanto as brasileiras avançam. As vendas do Brasil cresceram 6% no primeiro semestre deste ano e atingiram o recorde de US$ 87 bilhões (R$ 441 bilhões). 

Assim, 2026 pode marcar o fim da liderança agrícola dos EUA.

O Brasil já é o maior produtor mundial de soja, carne bovina e frango. Também superou os EUA como principal exportador de algodão, em parte porque a China transferiu compras de um país para o outro.

Essa mudança de poder não apenas remodela o setor agrícola de cada país, com alterações nas cadeias de suprimento e nos padrões de investimento, mas também produz repercussões sociais e políticas mais amplas.

Os EUA ainda conseguem produzir safras extraordinárias, mas dependem de propriedades cada vez maiores, obtêm retornos menores e recorrem mais ao apoio do governo. 

No Brasil, a expansão agrícola criou cidades prósperas e gargalos de transporte e infraestrutura, além de alimentar preocupações ambientais.

 



FOLHA DE SÃO PAULO
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