O Ministério da Fazenda apresentou as
medidas alternativas ao decreto do IOF discutidas com o Congresso. As
principais propostas incluem: o fim da isenção tributária para títulos
incentivados, como LCI e LCA, que passariam a ter alíquota de 5% de IR; o aumento
da tributação sobre as bets, de 12% para 18% sobre a receita bruta; e uma
padronização tributária no sistema financeiro, equiparando as alíquotas de
CSLL — atualmente em 9%, 15% ou 20% — com a extinção da faixa de 9%. Além
disso, foi anunciado um pré-acordo, ainda pendente de detalhes, para o
aumento da alíquota do IR incidente sobre Juros sobre Capital Próprio
(JCP).
Durante o fim de semana, membros do Banco Central comentaram sobre o
cenário da política monetária. Gabriel Galípolo reforçou a necessidade de
manter cautela e flexibilidade, afirmando que o Comitê chegará à próxima
reunião com todas as opções em aberto, à luz dos dados disponíveis. Já
Renato Gomes destacou que mais relevante do que o nível exato da taxa
terminal é a intensidade do aperto monetário, que resulta da combinação
entre o nível da taxa e o tempo de permanência em patamar contracionista.
Na agenda doméstica de dados, o Boletim Focus, divulgado nesta manhã,
trouxe revisão marginal no IPCA de 2025, de 5,46% para 5,44%, e no
crescimento do PIB do mesmo ano, de 2,13% para 2,18%.
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