Quer
saber as prioridades de alguém?
Esqueça
o que ela diz. Siga o dinheiro.
O
mesmo vale para um país. E quando olhamos para onde vai o dinheiro público no
Brasil, a verdade é chocante.
As
prioridades REAIS do Brasil, na prática, são:
1. Os mais velhos, não os mais novos: O governo gasta 9 VEZES mais com idosos
do que com crianças. O motivo?
Uma Previdência generosa e deficitária que drena
recursos que deveriam ir para a educação básica. Resultado: jovens mal
preparados, baixa produtividade e um ciclo vicioso que penaliza a todos.
2. Os mais ricos, não os mais pobres: Temos 13 programas de governo,
absurdamente chamados de “sociais”, que beneficiam mais os 20% mais ricos do
que os 20% mais pobres. O exemplo clássico? Universidade “gratuita” paga por
toda a sociedade, mas frequentada majoritariamente por quem poderia pagar. É um
Robin Hood às avessas.
3. Funcionários públicos, não o resto da população: Salários em média 2x
maiores que no setor privado (para a mesma função), estabilidade e uma lista de
“penduricalhos” que não existem para você. Criamos um sistema de castas com
regras diferentes para cada um.
4. Políticos e burocratas, não médicos e professores: Dentro do próprio setor
público, a elite administrativa e política cria benefícios para si mesma,
enquanto funções essenciais como médicos, professores e enfermeiras ganham
muito menos do que no setor privado.
Então,
da próxima vez que ouvir um discurso:
• Se um político diz que valoriza as crianças, mas não quer reformar a
Previdência, é hipocrisia.
• Se ele diz que defende os pobres, mas protege programas que beneficiam os
ricos, é mentira.
• Se ele cria direitos para o funcionalismo que não valem para você, ele não te
representa.
Esqueça
o discurso. Siga os números. Eles nunca mentem.
ANÁLISE DE RICARDO AMORIM
RICARDO AMORIM