Saúde mental no trabalho: Perto de entrar em vigor NR-1 mexe com o RH
das organizações.
Às vésperas da entrada em vigor
da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), em maio próximo, um
levantamento inédito aponta que a sobrecarga mental deixou de ser um problema
pontual e passou a configurar um risco estrutural nas organizações brasileiras.
Segundo estudo realizado pelo Zenklub, 93% das empresas analisadas apresentam
alto risco psicossocial associado à exigência excessiva de concentração,
atenção e memória no trabalho.
Foram analisadas 10.894
respostas de colaboradores de 59 empresas, de diferentes setores da economia.
O
indicador considera variáveis como carga e ritmo de trabalho, autonomia,
clareza de papéis, apoio da liderança, relações profissionais e equilíbrio entre
vida pessoal e profissional.
Os dados indicam que o principal
vetor de risco à saúde mental nas organizações está relacionado à forma como o
trabalho é estruturado, e não, predominantemente, a conflitos interpessoais.
A
sobrecarga cognitiva aparece como o fator mais crítico, refletindo a
intensificação do trabalho, a pressão por resultados e a baixa previsibilidade
de pausas e momentos de recuperação.
A exigência de ritmos intensos
de trabalho foi classificada como de alto risco em 32% das empresas e como
risco médio nas demais 68%.
Também figuram entre os principais fatores críticos
a execução simultânea de múltiplas tarefas, o uso rígido de metas de produção,
a ausência de pausas predefinidas e a elevada complexidade das demandas
cognitivas.
MUNDO RH