TERRAS RARAS


União Europeia busca no Brasil terras raras para reduzir dependência da China.

  • Quatro projetos brasileiros de minerais críticos foram selecionados para receber aportes do bloco
  • Brasil exige beneficiamento e desenvolvimento da indústria nacional como contrapartida aos investimentos

Um elefante na sala. É assim que representantes da UE (União Europeia) se referem à China —muitas vezes sem nomear a nação— quando o assunto é transição energética, minerais estratégicos e terras raras, setores nos quais o país asiático é dominante no mundo.

Nas últimas duas semanas, a Folha conversou com diplomatas brasileiros e da Comissão Europeia que trabalham diretamente com o assunto. O diagnóstico é unânime: o continente europeu está ficando para trás de China e Estados Unidos na corrida por estes insumos, essenciais ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Europa investe cada vez mais em energias renováveis e carros elétricos, o que a torna dependente de outros países para abastecer sua indústria.

"O objetivo final da Comissão [Europeia] é apoiar a indústria europeia e diversificar as fontes essenciais para as transições digitais e de energia, e não repetir os erros que tivemos no passado", diz Cristina Lobillo Borrero, diretora de segurança energética e relações internacionais do departamento de energia.

A principal exigência é que exista a previsão de beneficiamento e desenvolvimento da indústria nacional. Europeus, por sua vez, querem ter o continente como destino dos produtos, de acordo com diplomatas brasileiros.

 



FOLHA DE SÃO PAULO
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