MERCADOS


Comportamento dos Principais Mercados

No Brasil, no campo da atividade econômica, todos os indicadores mensais divulgados no mês surpreenderam negativamente.

O setor de serviços recuou 0,4% M/M em dezembro, enquanto a produção industrial caiu 1,2% M/M e as vendas no varejo registraram queda de 0,4% M/M no mesmo mês.

No mercado de trabalho, o Caged reportou a criação líquida de 112 mil empregos formais em janeiro, refletindo um efeito “vai e volta” (payback) após o resultado de dezembro, que foi revisado na última divulgação para -629.761.

Em relação à inflação, o IPCA avançou 0,33% M/M em janeiro, enquanto o IPCA-15 de fevereiro registrou alta de 0,84% M/M, significativamente acima das expectativas, impulsionada principalmente por passagens aéreas e seguro voluntário de veículos, pressionando o componente de serviços. 

No campo da política monetária, a ata da reunião abordou um tom neutro e de uma comunicação cautelosa e dependente de dados. 

Assim, mantemos nossa expectativa de corte de 50 pontos-base na reunião de março, com a taxa Selic atingindo 13% ao final de 2026.

Nos Estados Unidos, os destaques do mês foi a determinação da ilegalidade das tarifas recíprocas impostas pelo presidente Donald Trump com base na lei emergencial IEEPA.

Em resposta, Trump acionou a Seção 122 e anunciou a implementação de uma tarifa global de 10% com vigência temporária de até 150 dias — período no qual o governo buscará respaldo do

Congresso para sustentar a medida. Simultaneamente, ações militares dos EUA e Israel contra o Irã ocorreram e resultaram no óbito do Aiatolá e outras figuras-chave, interrompendo a continuidade do governo iraniano. 

Esse cenário de instabilidade militar e política gerou impactos imediatos na volatilidade dos preços internacionais do petróleo.

Quanto a indicadores, o Payroll (mercado de trabalho) de janeiro apresentou uma criação de empregos muito maior do que a esperada (130 mil contra 65 mil), com uma taxa de desemprego um pouco abaixo das expectativas (de 4,4% para 4,3%). 

Já a primeira leitura do PIB do quarto trimestre de 2025 ficou aquém das expectativas, com expansão de 1,4% SAAR, refletindo perda de tração do governo, que deve compensar essa queda com alta maior no trimestre que vem por conta do shutdown.

No campo inflacionário o deflator do PCE subiu em relação a novembro, atingindo 2,9% A/A em dezembro. 

Já o CPI de janeiro ficou um pouco abaixo das expectativas (2,4% contra 2,5% A/A), porém a inflação ao produtor surpreendeu muito para cima (2,9% contra 2,6% A/A), indicando que o PCE pode subir mais no final do ano.

Na Zona do Euro, a segunda prévia do PIB do quarto trimestre de 2025 avançou 0,3%  T/T e 1,3% A/A, em linha com as expectativas. Já no âmbito inflacionário, a prévia do CPI de fevereiro registrou aceleração de 1,9% A/A no índice cheio e de 2,4% no núcleo,  ambos acima das projeções.

No campo monetário, o ECB manteve sua taxa de juros estáveis pela quinta reunião consecutiva, decisão em linha com o esperado. No comunicado, o comitê reforçou a estratégia dependente de dados, indicando estar confiante na estabilização em torno da meta de 2% no médio prazo.

Na China, poucos dados foram divulgados no mês de fevereiro. No campo inflacionário, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) apresentou leve queda anual em relação ao esperado: 0,2% A/A contra 0,4% A/A, enquanto o PPI (Preços ao Produtor) registrou um aumento marginal em relação às expectativas de mercado, variando -1,4% A/A. Já os PMIs surpreenderam positivamente tanto pela ótica de serviços quanto industrial



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