ARGENTINA


✂️ Tesourada

A um ano da eleição presidencial, a Argentina vive os efeitos amargos de algumas medidas de Javier Milei que reduziram drasticamente a inflação, que caiu de 200% para 30%.

Sim, mas… As ações adotadas para conseguir tal redução começam a ser questionadas no país. Vamos aos números nada animadores:

•      ⅓ da população vive abaixo da linha de pobreza;

•      32,3 mil empresas (6% do total) fecharam durante a gestão Milei;

•      3,2% foi a redução na indústria; 3,5%, no comércio; e 2,5%, na construção este ano.

O que explica? Para tentar derrubar a inflação, Milei aplicou um plano de austeridade desde que assumiu o poder em 2023. Cortou gastos públicos, subsídios e investimentos. 

Também reduziu tarifas de importação, medidas antidumping e regras alfandegárias.

O efeito: o consumo caiu 2,7% este ano em relação ao mesmo período de 2025. As empresas argentinas viram a concorrência aumentar, principalmente com importações do Paraguai e de produtos chineses.

Ajuda e 'dica' do FMI. O Fundo Monetário Internacional deve liberar US$ 900 milhões (R$ 4,8 bi) em crédito para o país, que fechou um acordo de US$ 20 bi com a organização no ano passado.

•      O Fundo elogiou a queda na inflação ao mesmo tempo em que cobrou aumento no nível de investimento privado e estímulos à demanda interna.

Devo, não nego…Mais de 20 milhões de argentinos têm dívidas. É quase a metade da população do país. Entenda aqui o impacto disso na economia local.       



FOLHA MERCADO
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