LONGEVIDADE


Aos poucos os longevos vão permanecendo por mais tempo no mercado de trabalho. 

Seremos 8,5 bilhões de pessoas no planeta até 2030 e 9,7 bilhões em 2050, chegando a 10,3 bilhões em 2080, segundo estimativas feitas no relatório Perspectivas da População Mundial, da ONU.

Mais de 55% da população atual vive em cidades e áreas urbanas. E estamos todos vivendo mais.

Dados do Banco Mundial indicam que a média mundial de expectativa de vida era de 52 anos em 1960 e passou para 73 anos em 2024. 

O IBGE aponta que no Brasil a longevidade da população aumentou significativamente nas últimas nove décadas. Quem nasceu em 1940 viveria em média 45,5 anos, segundo o órgão. Já em 2024, a expectativa de vida para um recém-nascido era de 76,6 anos.

Mas esses números não contam toda a verdade. 

Com a natalidade tendendo a cair em futuro relativamente próximo, a boa notícia quanto à longevidade é que não apenas as pessoas estão vivendo mais, como gradualmente esses anos a mais adicionados à vida vão incorporando pessoas capazes de trabalhar. 

Conforme estudo do banco de investimentos Goldman Sachs, ao menos nos países de economia mais desenvolvida desde 2000 a média da vida ativa já aumentou 12% (de 34 para 38 anos).

O resultado, ainda segundo o Goldman Sachs, é que, apesar do aumento da esperança de vida e da diminuição da proporção da população em idade ativa, a parte média da vida dedicada à participação no mercado de trabalho aumentou de 44% para 47%. 

Contribuíram para isso fatores tais como a transição de empregos manuais — onde a aposentadoria ocorre mais cedo -- para outras atividades, bem como o aumento da participação feminina na força de trabalho após a maternidade.

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O GLOBO
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