Quem quer as terras raras do Brasil?
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras
raras do mundo e uma produção inferior a 1% do total global.
Apenas a mineradora Serra Verde está em operação e
foi comprada pela americana USA Rare Earth.
Se leu com atenção as informações, deu para
perceber que não somos uma referência no segmento e tem gente de olho no
potencial.
Podemos colocar esse interesse em números: pelo
menos 18 empresas estrangeiras têm projetos no setor.
• Mais de R$ 17,5 bi
é o valor estimado para esses empreendimentos.
A Austrália lidera a presença por aqui. No mês
passado, a Lynas Rare Earth anunciou um acordo para comprar a Meteoric
Resources.
A última é responsável pelo Projeto Caldeira, um
megaempreendimento de mineração previsto para Minas Gerais.
Por que importa? A corrida internacional acontece
no momento em que o governo brasileiro quer construir uma cadeia produtiva
nacional. Neste ano, Lula sancionou a lei que cria regras para a exploração de
minerais críticos.
O plano prevê que as etapas de separação e
processamento ocorram no Brasil. Isso evita que o país exporte apenas insumos,
sem agregar valor ao produto.
Além disso, os investimentos colocam o Brasil no
centro do interesse de grupos estrangeiros. O objetivo é diversificar a oferta
de terras raras e buscar alternativas fora da China, que hoje é a líder no
segmento.
FOLHA MERCADO