Previdência complementar: Modelo ciclos de vida ganha espaço no Mundo.
Uma tendência ganha força rapidamente nos sistemas de Previdência
Complementar em todo o mundo, com impulso em diversos países da América Latina:
são os perfis de investimento, que definem o risco das alocações de acordo com
os ciclos de vida/ target date.
Considerada a principal tendência nos sistemas previdenciários
complementares globais, a abordagem ciclo de vida vem se consolidando como uma
solução para ajustar automaticamente os perfis de risco dos participantes, sem
exigir uma escolha ativa.
“Para muitas pessoas, essa é uma decisão difícil.
O
ciclo de vida retira essa responsabilidade do participante, transferindo-a ao
gestor, que aloca os recursos conforme critérios como idade e apetite ao
risco”, explica a consultora.
No Brasil, onde a opção já está disponível, falta um novo olhar para
ampliar sua adoção pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar
(EFPCs).
“A linguagem ainda é um pouco difícil para alguns compreenderem. No
diálogo com os participantes, as entidades precisam assumir o papel de
especialistas que fazem uma recomendação e incentivam a adoção do ciclo de
vida”, afirma Felix.
Há outros critérios além da idade que podem facilitar a compreensão e
aproximar o investimento do cotidiano do participante, elementos esses que
começam a ser incorporados à medida que o modelo fica mais sofisticado:
salário, capital humano e riqueza acumulada.
Saber se o participante possui um patrimônio fora do plano de benefício,
por exemplo, é um dos critérios já utilizados para definir o risco no México.
“No Chile, o modelo dos fundos generacionales, já aprovado, está em audiência
pública para ter seu funcionamento detalhado.
A única exigência feita até agora
pela legislação é que a entidade ofereça pelo menos dez ciclos de vida
diferentes”, complementa Carolina Felix.
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