Geração X nos EUA enfrenta colapso profissional e
sente-se excluída de áreas de trabalho
Nascidos nas
décadas de 1960 e 1970 veem suas habilidades profissionais tornarem-se
obsoletas
Há uma boa chance de que quem começou a trabalhar
com publicação de revistas, jornalismo impresso, fotografia, design
gráfico, publicidade, música, cinema e TV nos
anos 90 esteja fazendo outra coisa.
Isso porque essas indústrias
encolheram ou se transformaram radicalmente, excluindo aqueles cujas
habilidades já foram muito requisitadas.
Pessoas no final dos seus 40 ou 50 anos um dia
imaginaram que seriam capazes de alcançar uma carreira sólida.
Não é difícil
ouvir histórias sobre o fotógrafo cujo trabalho secou, o designer que não
consegue ser contratado ou o jornalista de revista que não está fazendo muita
coisa.
A Geração X, nascida nas décadas de 1960 e
1970, cresceu como os irmãos mais novos dos baby boomers,
nascidos entre as décadas de 1940 e 1950.
Mas o cenário midiático dos primeiros
anos adultos da Geração X se assemelhava muito ao dos boomers: um ambiente
analógico de telefones fixos, aparelhos de TV de tubo, discos de vinil,
revistas brilhantes e jornais que deixavam tinta nas mãos.
Quando a tecnologia digital começou a se infiltrar
em suas vidas, com contas de email, redes sociais e downloads, nada parecia uma
ameaça.
Mas quando chegaram ao auge de suas carreiras, grande parte de sua
bagagem profissional se tornou praticamente obsoleta.
Cada geração tem seus fardos. A situação particular da
Geração X é ter crescido em um mundo apenas para chegar à meia-idade em uma
terra nova e estranha.
É como se estivessem fabricando castiçais quando a
eletricidade chegou. O valor de mercado de suas habilidades
despencou.
THE NEW YORK TIMES