Com a longevidade a vida profissional do líder passa a ter mais de 3
ciclos
Flavia Perez, consultora em gestão de carreira e pós-carreira diz que a
longevidade está obrigando os executivos e suas empresas a repensar a carreira
dos líderes em apenas 3 ciclos e seguindo um roteiro linear, baseado no que
aprendemos com nossos pais: estudo – trabalho – aposentadoria.
" Vivemos mais, permanecemos ativos por mais tempo, e a vida deixa
de ser em “três ciclos” para se tornar multiciclos, com
reinvenções e transições ao longo do caminho, algo que os jovens hoje já
aprenderam a fazer muito bem. Eles fazem pausas exploratórias na carreira,
começam a ter a experiência empreendedora desde cedo e é natural que eles
tenham uma carreira portfolio ".
Muitos líderes não se preparam desde cedo para essa nova realidade e as
empresas, acredita a autora do artigo, deveriam se preocupar com esse adiamento
de uma decisão a respeito, uma vez que também as empresas podem ter muito a
perder.
" Muita gente ainda trata renda e planejamento de ciclo como
assunto “pessoal”. Só que, na prática, quando um executivo atravessa uma
transição sem alternativas (financeiras e emocionais), isso aparece dentro da
empresa: decisões mais defensivas, aversão à sucessão, medo de perder espaço,
queda de energia e, às vezes, adoecimento físico e mental ".
Daí que "a empresa e seu RH tem um papel de apoiar a arquitetura de
sustentabilidade humana da liderança, oferecendo caminhos para que o
planejamento aconteça cedo, com autonomia e sem receio de julgamento.
Planejar alternativas de renda não deveria soar como ameaça, mas como
maturidade e consciência sobre o mundo no qual vivemos".
MUNDO RH
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