LONGEVIDADE 2


O que é, exatamente, a medicina da longevidade? Saiba o que dizem os especialistas

  • Setor está repleto de oportunidades, mas também de oportunismo, eles avaliam
  • Campo é promissor e deve trazer boas notícias num futuro próximo

A chamada medicina da longevidade é uma mistura confusa de intenções nobres, tratamentos de ponta e produtos caros e ineficazes.

Isso se deve em parte ao fato de que atualmente não existe uma certificação profissional, nem diretrizes oficiais, para a prática da medicina da longevidade (também conhecida como geromedicina) nos Estados Unidos

Praticamente qualquer pessoa com formação em medicina pode se autodenominar médico da longevidade; basta observar a quantidade de médicos influenciadores que se posicionam como especialistas nas redes sociais.

E embora existam profissionais que trabalham de boa fé para ajudar as pessoas a viverem vidas mais longas e saudáveis, e cientistas que buscam tratamentos para potencialmente retardar o processo de envelhecimento, existem também clínicas e empresas que comercializam qualquer coisa em nome da longevidade. 

Isso inclui suplementos, exames e infusões com pouca evidência científica que sustente seu uso.

Perguntamos a nove médicos especialistas em longevidade e outros profissionais de saúde sobre as maneiras mais promissoras com as quais a medicina da longevidade pode ajudar as pessoas e questioamos também onde a propaganda se antecipou à ciência —e pode estar causando mais mal do que bem.

Um primeiro passo típico em muitas clínicas de longevidade é passar por uma avaliação abrangente, que geralmente inclui itens como avaliação física, exames de sangue, sequenciamento genômico e exames de imagem corporal. 

Alguns desses testes, como o painel metabólico, são padrão e usados regularmente em consultórios de atenção primária. 

Outros, historicamente utilizados em especialidades médicas, estão se tornando mais comuns, como os testes de lipoproteína (a) e apolipoproteína B, dois biomarcadores relacionados à saúde cardiovascular.

Para os defensores da área, esses exames são uma forma de coletar dados sobre o risco que uma pessoa tem de desenvolver várias condições médicas e, asism, elaborar um plano para intervir precocemente.




THE NEW YORK TIMES
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