Níveis elevados de ansiedade e depressão no ambiente de trabalho podem trazer multas e danos à imagem.
O aumento do número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais,
junto com a atualização da Norma Regulamentadora número 1 (NR-1) agora em
meados de maio (dia 26) passando a exigir a identificação e gestão de
riscos psicossociais acompanhado de multas, ampliaram o espaço do tema saúde
mental na agenda corporativa.
Site foi apurar o que algumas organizações estão
fazendo para se ajustar ao novo momento.
Sem dúvida é preciso fazer algo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), depressão e ansiedade
estão associadas à perda estimada de US$ 1 trilhão por ano em produtividade
global.
No Brasil, dados da Previdência indicam crescimento consistente dos
afastamentos por transtornos mentais na última década, com aceleração recente.
Em uma das organizações entrevistadas, a questão é monitorada por
meio de pesquisas periódicas de clima e engajamento, cujos dados são
consolidados em sistemas internos de gestão de pessoas.
Segundo a companhia,
indicadores como eNPS (Employee Net Promoter Score) e attrition (taxa de
rotatividade de colaboradores) são acompanhados para identificar riscos de
rotatividade e áreas com maior vulnerabilidade organizacional.
A empresa também utiliza tecnologia e análise de dados para apoiar
planos de ação específicos.
Com o apoio de inteligência de dados e, em alguns
casos, IA, pode-se acompanhar tendências, avaliar a eficácia das ações
implementadas e até prever riscos de turnover, sendo que essa análise permite
reavaliar políticas internas, estabelecer novas estratégias e, principalmente,
transformar os insights em planos de ação concretos.
Em outra organização, a segurança psicológica está integrada à
estratégia ESG e aparece vinculada à responsabilidade da liderança.
Ambiente
psicologicamente seguro não é visto como benefício, é entendido como condição
para desempenho sustentável.
De acordo com a companhia, metas e indicadores
relacionados à experiência do colaborador são acompanhados internamente, com
monitoramento estruturado por meio de pesquisas de engajamento.
Uma rede hoteleira conduz pesquisa anual de clima e engajamento e mantém
fóruns periódicos de diálogo.
Os dados são consolidados em dashboards
gerenciais e utilizados para definir planos de ação acompanhados ao longo do
ano, segundo a companhia.
Em uma grande multinacional, são apontados três elementos recorrentes: a
consolidação de pesquisas estruturadas como instrumento de monitoramento, a
integração de indicadores psicossociais a sistemas internos de gestão e a
atribuição de responsabilidade formal à liderança.
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