Cancela lá, afeta aqui
Como uma decisão da Rússia
acerta em cheio o mercado de energia do Brasil.
Do que estou falando? Moscou
analisa proibir totalmente a exportação de diesel. O país vê, na medida, uma
chance de controlar os preços internos. Além disso, pode incluir novas tarifas
de importação para o óleo.
O que aconteceu? Inúmeras
estruturas petrolíferas foram atingidas por drones e mísseis desde o início da
guerra com a Ucrânia, em 2022.
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25% foi a queda na produção de derivados de petróleo, como a gasolina, no
início de junho.
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15% a menos de petróleo cru foram exportados em maio por conta de danos nos
terminais.
Com produção em baixa, houve
queda na oferta de gasolina e diesel em várias regiões do país, o que elevou os
preços dos produtos.
Por que importa? O Brasil é o
principal comprador do diesel russo. Depois do conflito, o combustível passou a
ser vendido com descontos altos, e as aquisições aumentaram.
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75% do óleo que o Brasil importou veio da Rússia em maio deste ano.
A Petrobras fornece cerca de 70%
do que é consumido internamente, e o país precisa de importações para cobrir o
restante. Como o principal meio de transporte é o rodoviário, o Brasil depende
de diesel para abastecer seus caminhões.
Se o comércio não for vetado, o
governo Putin prevê a imposição de novas taxas de exportação —o que encareceria
o produto para nós.
Na corda bamba. O combustível
foi fortemente afetado pela guerra entre Irã, EUA e Israel. Com a interrupção
da navegação no estreito de Hormuz, 20% de todo o petróleo mundial não
conseguiu chegar ao seu destino final.
Para evitar um aumento abusivo
nos preços do óleo, o governo anunciou medidas como o financiamento de parte do
que for importado e o fim de um imposto federal. Relembre aqui o que foi feito.
FOLHA MERCADO