CASAS BAHIA


 📉 Casas Bahia na lona

 A situação não é boa para a Casas Bahia. Os números que mostram as finanças da varejista:

      R$ 10,1 bi de prejuízo no segundo trimestre. Foram R$ 555 mi no mesmo período de 2025.

      R$ 8,1 bi negativos de patrimônio líquido.

A companhia analisa entrar com um pedido de recuperação judicial ou extrajudicial para negociar as dívidas, e não seria a primeira vez. A rede recorreu ao mecanismo extrajudicial em abril de 2024, com débitos de R$ 4,1 bi. O processo durou três meses.

O que explica? R$ 5,7 bilhões, que seriam usados para abater o imposto de renda no futuro foram reconhecidos como prejuízo, contratos revisados e lojas fechadas, entre outros fatores.

298 unidades foram encerradas e seu quadro de colaboradores está sendo repensado. Cerca de duas mil pessoas perderam seus empregos, segundo o Valor Econômico.

Próximos passos. A empresa quer diminuir a escala de suas operações para acompanhar os menores volumes de consumo das famílias. A Selic está em 14% ao ano, e os níveis de endividamento batem recordes, o que mina o poder de compra da população.

O problema não é só com a Casas Bahia. Varejistas parecem ser as mais castigadas pela alta dos juros, dizem analistas. A estrutura de capital dessas companhias não consegue sustentar negócios com margens apertadas e alta concorrência.



FOLHA MERCADO
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