⛏️ Um pontinho verde e amarelo na mineração
A União Europeia está preocupada. O bloco sabe que
os Estados Unidos e a China dispararam na corrida para obter minerais críticos
e terras raras.
↳ Os elementos têm
diversos usos, sobretudo em baterias, ímãs de veículos elétricos e ligas
metálicas.
Os países da Europa têm investido em energias
renováveis e veículos elétricos, segmentos que dependem desses materiais. Como
não são autossuficientes em produção, precisam de outros países para abastecer
sua indústria.
• A UE produziu mais
energia eólica e solar do que fóssil em 2025, mostra um relatório da Ember,
think tank especializado no setor.
Olho no Brasil.
Uma delegação europeia chega a São Paulo amanhã
para avaliar a possibilidade de investimentos na exploração de minerais
estratégicos e terras raras no país.
A comitiva espera sair daqui com, ao menos, um
protocolo ou um memorando de intenções assinado, segundo integrantes ouvidos
pela Folha. Os documentos alinham expectativas e estabelecem uma cooperação
mútua entre as partes.
O Brasil espera que os investimentos sejam usados
para desenvolver a indústria nacional, e a UE quer destinar parte da produção
dos insumos para o continente.
Por que importa?
O país é visto, cada vez mais, como estratégico
para o setor e como uma alternativa ao fornecimento chinês de terras raras e
outros minérios. O problema, porém, é que precisa de aportes para ampliar sua
capacidade produtiva.
📍 Aqui fica a segunda maior reserva de terras raras
do mundo e a maior reserva de nióbio. Além disso, somos responsáveis por 93% da
produção do metal.
Embora a América Latina concentre reservas
importantes de insumos estratégicos, as etapas de maior valor da cadeia
produtiva ainda estão concentradas na Ásia. Para mudar essa situação, a UE quer
combinar acesso a matérias-primas e desenvolvimento industrial nos países.
FUTURO DOS NEGÓCIOS