🇺🇸 Tarifas, tarifas e mais tarifas
Não, essa não é uma notícia repetida. Os Estados
Unidos concluíram (outra) investigação que (também) propõe a adoção de tarifas
sobre produtos brasileiros.
💭 Para entender o caso… É preciso voltar para março
deste ano.
O governo republicano anunciou que abriu uma
investigação para analisar se produtos fabricados com trabalho forçado estariam
entrando em território norte-americano. O Brasil está na lista.
O USTR, escritório do representante comercial
norte-americano, foi o responsável por conduzir o caso. A ação teve como base a
Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A apuração queria averiguar se as empresas locais
competem com produtos mais baratos fabricados com esse tipo de exploração.
Ontem, a conclusão foi divulgada. A investigação
aponta que o Brasil compra insumos críticos de países que usam trabalho forçado
e possui setores que exportam diretamente para o mercado americano.
Diz também que os dispositivos de fiscalização não
vedam legalmente a importação de itens fabricados com essa prática.
Agora, o Brasil está enquadrado na categoria de
países que não proíbem a importação desses produtos e que não fiscalizam
efetivamente esse tipo de comércio.
A apuração recomenda tarifas de 12,5%. Se você leu
a edição de ontem, sabe bem que o fim de outra investigação também propôs a
adoção de taxas contra os produtos brasileiros, mas essas seriam de 25%.
Os dois encargos podem se somar, o que elevaria o
tarifaço contra itens nacionais a 37,5%.
O que pega? Os produtos incluídos e excluídos nas
taxas são os mesmos:
• Máquinas,
equipamentos, produtos elétricos (como transformadores), madeira e
manufaturados de madeira, calçados e móveis;
• Frutas, café,
minerais, carne bovina e outros materiais ficam de fora. Veja aqui a lista.
A medida afeta 21,5% das exportações brasileiras
aos EUA.
Volta aqui, taxa. Esse é um passo importante de
Trump para restabelecer as tarifas que impôs em seu primeiro mandato.
Em fevereiro, a Suprema Corte do país derrubou as
taxas aplicadas com base na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência
Internacional).
E agora? Os encargos não entram em vigor
imediatamente. Sua adoção, ou não, depende da decisão de Trump.
O
governo Lula classificou a nova ameaça como protecionista e unilateral, e
mencionou a possibilidade de recorrer à reciprocidade
FOLHA MERCADO