A espera acabou. Ontem, Donald Trump seguiu a
recomendação do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) e
anunciou tarifas de 25% para o Brasil. A medida deve entrar em vigor em 22 de
julho.
Rebobinando…
No ano passado, a entidade americana
abriu uma investigação contra o país para avaliar práticas nacionais em
inúmeras áreas, como comércio digital, desmatamento e etanol.
↳ O Pix estava na mira dos EUA. Entenda por que ele
incomoda tanto.
A apuração está embasada na Seção 301 da Lei de
Comércio de 1974, que dá aos EUA poder para agir contra práticas comerciais
consideradas injustas que prejudiquem o comércio por lá.
O que será isento?
Mais de 2 mil produtos. Café,
carnes e suco de laranja, por exemplo.
• A
gestão Trump quer evitar uma escassez no mercado, já que os produtos não são
produzidos no país.
O que será taxado?
Tudo o que não está na lista de
exceções. Cerca de 21% das exportações nacionais serão afetadas, segundo
cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Reação.
O governo Lula informou que vai aplicar a
Lei de Reciprocidade. Com ela, produtos americanos poderão ser taxados.
• 76% das
importações originárias dos EUA entraram sem pagar imposto de importação,
afirmou o governo.
• "O
dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA
como um marco lastimável", diz a nota oficial.
O plano é manter programas de apoio ao produtor,
como o Brasil Soberano. Criado no ano passado, ele dá auxílio a exportadores
afetados pelo tarifaço.
➝ Faz mais de
um ano desde que os EUA tarifaram o Brasil pela primeira vez. Relembre todas as
investidas.
FOLHA MERCADO