A população com mais de 50 anos cresce 3% ao ano no mundo, chegando a
quase 2 bilhões de pessoas. Dentro dessa inversão demográfica global, a América
Latina é a região com o envelhecimento populacional mais rápido:
entre 1950 e
2018, a expectativa de vida aumentou 25 anos; até 2050, a cada 10
latino-americanos, três terão mais de 60 anos, de acordo com dados da
Organização das Nações Unidas, do World Population Project.
Nesse panorama, o
Brasil é o protagonista dessa expansão madura, sendo visto como uma nação de
prateados.
Em 2024, 27% da população já tinha mais de 50 anos – e, até 2044,
essa marca será de 40% de brasileiros.
Esse crescimento fará com que os brasileiros maduros representem 35% do
consumo total do país, contra os atuais 24%.
Também há uma crescente demanda por tecnologias e serviços que permitam
aos idosos manter ou redefinir um estilo de vida saudável e ativo, com foco na
preservação da capacidade funcional, prevenção de perdas, saúde, bem-estar,
beleza e nutrição. “Precisamos olhar para essas tecnologias para apoiar uma
sociedade em envelhecimento”, apontou Carla Santana, professora da Universidade
de São Paulo (USP).
A expansão da chamada economia do cuidado, impulsionada por esse
cenário, traz novas oportunidades – como o desenvolvimento de tecnologias
digitais voltadas à saúde e ao cuidado (telemedicina e serviços de
monitoramento, por exemplo) – e um mercado aquecido para tecnologias
assistivas, incluindo dispositivos de mobilidade, adaptação residencial e apoio
às atividades diárias.
O
grupo de pessoas que tem entre 60 e 79 anos, representa 85,7% da população
idosa (ou 13,5% da população total).
Em 2023, cerca de 27% desse grupo ainda
estava no mercado de trabalho, com rendimentos médios cerca de 10% superiores à
média da população brasileira.
Essa parcela tem se beneficiado dos avanços na
medicina e da redefinição dos conceitos de juventude e velhice, podendo gerar
alto valor econômico.
IPEA