INCÊNDIOS FLORESTAIS


Incêndios florestais forçam saída de 330 mil pessoas na França e Espanha.

França enfrenta incêndios considerados sem precedentes, e Macron prepara reunião de emergência com ministros. Na Espanha, governo decreta estado de emergência e alerta para 'horas difíceis'.

Cerca de 330 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e locais de hospedagem por causa dos incêndios florestais que atingem a França e a Espanha desde a última quarta-feira (22).

As chamas, alimentadas por altas temperaturas, ventos fortes e seca prolongada, já consumiram dezenas de milhares de hectares e mobilizam milhares de bombeiros e militares nos dois países.

Na França, os incêndios já queimaram 42 mil hectares, em uma das maiores áreas devastadas por fogo no país desde a Segunda Guerra Mundial.

Até o momento, julho registra temperaturas máximas médias de 32,2 °C nas regiões atingidas pelos incêndios. Segundo dados do Reuters Climate Monitor, a média está 7,3 °C acima da marca histórica para o mês entre 1961 e 1990.

Em mensagem nas redes sociais, o presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu reconstruir as áreas devastadas e afirmou que o governo francês permanecerá ao lado das vítimas "pelo tempo que for necessário".

Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez disse que a prioridade é salvar vidas e alertou que o avanço dos incêndios ainda depende da evolução dos ventos. 

Os maiores focos estão concentrados nos arredores de Madri, onde incêndios florestais que começaram separadamente acabaram se unindo.

Desde o início da crise, quase 60 mil pessoas já saíram das regiões de Madri e Ávila, enquanto outras 28 mil permanecem confinadas em suas casas, segundo o Ministério do Interior espanhol.

 

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