Por que mais idosos estão cuidando de seus
parceiros sozinhos nos EUA
- Expectativa de vida aumenta e o tamanho das famílias diminui no
país
- Cuidar de um cônjuge idoso é como correr uma maratona, sem opção de
passar o bastão, diz especialista
Embora cuidar de uma pessoa idosa possa ser financeira e
emocionalmente desgastante para filhos adultos, a tarefa apresenta um conjunto
separado de desafios para os cônjuges.
Esses parceiros geralmente são idosos
também —quase metade tem 75 anos ou mais— e têm maior probabilidade de cuidar
de alguém com problemas de saúde de longo prazo, de acordo com um relatório de
2025 da organização National Alliance for Caregiving, nos EUA, e do grupo de
defesa AARP, a associação americana de aposentados.
Esses fatores os colocam em risco de esgotar economias que
poderiam precisar para seu próprio cuidado, e em maior risco de sofrer lesões
devido às exigências físicas do cuidado, segundo especialistas em cuidados para
idosos.
Espera-se que o número de adultos mais velhos cuidando de outros
adultos mais velhos nos EUA aumente à medida que a expectativa de vida se
prolonga e o tamanho das famílias diminui: projeta-se que adultos com 65 anos
ou mais representarão cerca de 1 em cada 4 americanos até 2050, um aumento de
mais de 30% em relação a 2024. Isso se compara a 1 em cada 10 na década de
1980.
Cônjuges
cuidadores frequentemente estão vivendo uma espécie de "pré-luto"
enquanto observam seu parceiro desaparecer e o relacionamento mudar,
especialmente se a demência estiver envolvida, diz Katherine Ornstein, diretora
do Centro para Equidade no Envelhecimento da Universidade Johns Hopkins.
Alguns encontram
refúgio em grupos de apoio online, onde podem perguntar sobre a logística de
cuidar de um cônjuge idoso e conselhos sobre como navegar no terreno emocional
difícil que o acompanha.
FOLHA DE SÃO PAULO