Fila do INSS cai 10% em quatro meses e chega a 2,4
milhões, diz instituto.
Redução representa
264 mil pedidos a menos em junho; tempo médio de concessão segue acima de 50
dias
A fila de pedidos de benefícios em análise
no INSS (Instituto Nacional do Seguro
Social) teve redução de 9,8% em quatro meses —de março a junho—, com 2,44
milhões de requerimentos em junho.
O número representa recuo em comparação aos
2,7 milhões registrados em março.
O tempo médio de concessão, no entanto, está em 51
dias. A meta é reduzir para 45 dias, prazo legal de concessão de benefício, no
qual não há pagamento de juros pela demora.
Reportagem da Folha apontou que,
em maio, a fila começou a diminuir após a aprovação de novo
bônus para servidores administrativos e peritos. O estoque de pendências, no entanto, era de 4 milhões.
Além
disso, documentos obtidos pelo jornal mostraram que o governo Lula agiu para segurar a fila e frear a
alta de gastos.
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, a redução
ocorreu após a realização de mutirões, de horas extras de servidores e de ações
emergenciais.
"Conseguimos uma queda de praticamente 10%,
isso só foi possível graças aos mutirões, ao empenho dos servidores com
trabalho extra, ao esforço concentrado em diversas frentes", disse.
Entre os principais grupos de benefícios, as
aposentadorias registraram a maior redução proporcional da fila: uma queda de
25% desde março, com 109 mil pedidos a menos aguardando análise.
Já os
benefícios por incapacidade, que são tradicionalmente mais complexos por
envolverem etapas como a perícia médica, também apresentaram recuo de 9% no
mesmo período (123 mil pedidos a menos).
FOLHA DE SÃO PAULO