DESENROLA 2.0


Empresas buscam alternativas à gestão de dívidas diante dos limites do Desenrola 2.0

  • Dívidas em disputa judicial superam R$ 1 trilhão, diz legaltech
  • Venda de carteiras inadimplentes avança entre empresas menores

O programa Desenrola 2.0, do governo federal, teve o prazo prorrogado até o fim de agosto de 2026. 

Apesar disso, cresce a busca por soluções alternativas de gestão de inadimplência, segundo a BLU365, fintech de recuperação de crédito com IA (inteligência artificial), e o Grupo Preâmbulo, empresa de tecnologia jurídica (legaltech).

Segundo a BLU365, o índice de engajamento dos clientes com os canais de negociação da empresa passou de 75%, em dezembro de 2025, para 85% em meses recentes. Alexandre Lara, fundador e CEO da BLU365, atribui o movimento à maior visibilidade do tema na mídia.

Considerando as dívidas em disputa judicial, o volume de endividamento no Brasil "passa de R$ 1 trilhão", segundo o Grupo Preâmbulo. 

De acordo com Kazan Costa, CEO da empresa, o Grupo tem 20% de participação de mercado e afirma deter "mais de R$ 20 bilhões" em carteira de cobrança.

Diante dos limites do programa governamental, empresas têm recorrido a outras estratégias. Uma delas é a venda de carteiras de recebíveis inadimplentes para gerar caixa —movimento que, segundo Lara, passou a incluir empresas de médio e pequeno porte.

Antes restrita a operações de R$ 70 milhões a R$ 100 milhões, realizadas por grandes bancos, a prática hoje envolve carteiras de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões oferecidas por empresas menores. 

No primeiro semestre de 2025, não havia esse tipo de oferta; atualmente, ela representa três em cada dez negócios da BLU365, segundo Lara.



FOLHA DE SAO PAULO
Tel: 11 5044-4774/11 5531-2118 | suporte@suporteconsult.com.br