BC pede congelamento de R$11,5 bilhões em fundos usados pelo Banco
Master
Como funcionava o
esquema de empréstimos para desviar dinheiro.
1.
O Master
emprestava dinheiro para uma empresa, que tinha outro dono não relacionado
diretamente com o banco,
mas que também
fazia parte do esquema de fraudes.
2.
A empresa pegava o
dinheiro do empréstimo e, ao invés de colocar num empreendimento usado como
desculpa para tomada do financiamento, aplicava os recursos em fundos da Reag
3.
O que aparecia nos
sistemas monitorados pelo BC era que o empréstimo tinha sido feito dentro dos
limites das regras de Basileia (requisitos mínimos de capital que os bancos
devem ter para cobrir riscos de crédito, mercado operacional) que a legislação
bancária exige
4.
O gestor do fundo,
que recebeu o dinheiro cuja origem inicial era o empréstimo do Master, comprava
um ativo podre com baixa liquidez pagando um preço muito acima do que ele vale.
Ele registra no patrimônio do fundo o ativo adquirido com preço supervalorizado
5.
Do lado da empresa
que tomou o empréstimo, ela aparece como investimento aplicado no fundo, como
passivo e o ativo casados
6.
O vendedor, por
outro lado, fica com lucro de uma ativo de pouco valor que foi adquirido por um
preço elevado pelo fundo
7.
Em seguida, o
vendedor usa o dinheiro recebido pelo ativo também em outro fundo. Dessa forma,
o dinheiro vai passando de fundo em fundo até desaguar em fundos que tinham
titularidades de pessoas laranjas ligadas
ao grupo Master
FOLHA DE SÃO PAULO