PERSPECTIVA SEMANAL


Copom mantém Selic em 15,00% e reforça postura vigilante.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve na semana passada a taxa Selic estável em 15,00% ao ano, em linha com a expectativa da SulAmérica Investimentos e do mercado em geral.

O comunicado, no entanto, trouxe um tom considerado mais hawkish, reforçando a percepção de que a autoridade monetária deve manter uma postura cautelosa.

Em termos de cenário, as projeções de inflação do BC vieram acima do esperado pelo nosso modelo.

Para o horizonte relevante de política monetária — o primeiro trimestre de 2027 — a estimativa foi mantida em 3,4%, enquanto o nosso modelo indicava um recuo de 0,1 p.p., atingindo 3,3%.

Essa diferença pode estar relacionada a uma revisão para cima no cálculo do hiato do produto, ponto que dever ser detalhado no Relatório de Política Monetária a ser divulgado na próxima quinta-feira.

Outro ponto de destaque foi a sinalização do Copom de que os próximos passos da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de alta da Selic, caso julgue necessário.

A mensagem reforça a leitura de que a taxa básica de juros deve permanecer em nível restritivo por mais tempo, até que haja maior clareza sobre o processo de convergência da inflação para a meta.

Apesar dos avanços recentes, como a desaceleração da atividade doméstica e a apreciação do câmbio, o comunicado não reconheceu melhora no balanço de riscos.

Assim, o Copom sinalizou continuidade: a política monetária permanecerá restritiva até que haja maior confiança na convergência da inflação para a meta.

Na avaliação da SulAmérica Investimentos, a decisão está alinhada ao cenário de manutenção prolongada dos juros, com início de um ciclo gradual de cortes no primeiro trimestre e a taxa Selic atingindo 11,50% ao final de 2026.

DESTAQUES DA SEMANA

Brasil:

A agenda doméstica terá como destaques a ata do Copom, a divulgação do IPCA-15 e indicadores de confiança.

•      Segunda-feira: Relatório Focus; Balança Comercial Semanal.

•      Terça-feira: Ata do Copom; FGV CPI IPC-S (3ª semana de setembro).

•      Quarta-feira: Confiança do Consumidor (setembro).

•      Quinta-feira: IPC-Fipe (3ª semana de setembro), Relatório de Política Monetária e IPCA-15 (setembro).

•      Sexta-feira: Conta Corrente (agosto).

Estados Unidos:

A semana será marcada por dados de atividade, inflação e uma série de discursos de dirigentes do Fed.

•      Segunda-feira (22): Índice de Atividade do Fed de Chicago (agosto); discursos de John C. Williams, Alberto Musalem, Beth Hammack, Tom Barkin e Stephen Miran (Fed).

•      Terça-feira (23): Conta Corrente (2º trimestre); discursos de Jeremy Powell, Michelle Bowman e Raphael Bostic (Fed); PMIs Industrial e de Serviços (setembro); Índice de Atividade da Indústria do Fed Richmond (setembro); Índice de Atividade de Serviços do Fed Filadélfia (setembro).

•      Quarta-feira (24): Vendas de Novas Casas (agosto); discurso de Mary C. Daly (Fed).

•      Quinta-feira (25): Discursos de Austan Goolsbee, Williams, Bowman, Michael Barr, Daly e Lorry Logan (Fed); atualização anual das Contas Econômicas Nacionais pelo BEA; PIB (2º trimestre); Estoques no Atacado (agosto); Pedidos Semanais de Seguro-Desemprego; Vendas de Casas Existentes (agosto); Sondagem Industrial do Fed Kansas City (setembro); Encomendas de Bens Duráveis (agosto).

•      Sexta-feira (26): Discursos de Bowman e Barkin (Fed); Renda Pessoal (agosto); Gasto Pessoais (agosto); Deflator do PCE (agosto); Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan (setembro).

Europa:

O foco estará em dados de confiança e discursos de membros do Banco Central Europeu (BCE).

•      Segunda-feira: Discursos de José Luis Escrivá, Philip Lane e Joachim Nagel (BCE); Confiança do Consumidor da Zona do Euro (setembro).

•      Terça-feira: PMIs Industrial e de Serviços da Alemanha, Reino Unido e Zona do Euro (setembro); discursos de Madis Muller, Martin Kocher e Piero Cipollone (BCE).

•      Quarta-feira: Pesquisa IFO de Clima de Negócios da Alemanha (setembro).

•      Quinta-feira: Confiança do Consumidor GfK da Alemanha (outubro); discurso de Peter Kazimir (BCE).

•      Sexta-feira: Discurso de Cipollone; Expectativas de Inflação de 1 e 3 anos do Banco Central Europeu (agosto).

Ásia:

 Os destaques recaem sobre decisões de política monetária na China e inflação no Japão.

•      Segunda-feira: Taxa de Juros de 1 ano e 5 anos da China.

•      Quarta-feira: PMIs Industrial e de Serviços do Japão (setembro).

•      Sexta-feira: CPI de Tóquio (setembro).



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