Fatia de mercado da autogestão caiu de 17,2% para 8,6% nas últimas duas décadas
O mercado de planos de saúde no
Brasil passou por uma transformação nos últimos 25 anos.
Entre 2000 e 2025, o
número de beneficiários de planos médico-hospitalares saltou de 30,9 milhões
para 52,6 milhões – crescimento de aproximadamente 70%.
Mas mais do que o
volume, o que mudou foi a composição desse setor: medicina de grupo,
cooperativas médicas e seguradoras registraram crescimento, enquanto a autogestão
diminuiu participação no mercado, segundo o Instituto de Estudos de
Saúde Suplementar (IESS), com dados de janeiro de 2026.
O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares
no Brasil alcançou 53 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 2% em relação
a janeiro de 2025, o que representa 1 milhão de vínculos adicionais no período
de 12 meses.
Na análise de 25 anos do setor,
medicina de grupo apresentou a maior expansão, passando de 11,8 milhões de
beneficiários em 2000 para 21,1 milhões em 2025, consolidando-se como a
principal modalidade do mercado: sua fatia de mercado subiu de 38,1% para 40%.
As cooperativas médicas também
registraram crescimento, passando de 7,8 milhões para 18,8 milhões de
beneficiários no mesmo intervalo.
Já as seguradoras especializadas em saúde
ampliaram o número de beneficiários de 4,9 milhões para 7,1 milhões entre 2000
e 2025. Entre 2019 e 2025, esse segmento cresceu 18,3%, alcançando 7,1 milhões
de vínculos.
Em janeiro de 2026, a variação anual foi de 8,6%, a maior entre
todas as modalidades.
IESS