Solidão entre idosos vira pandemia e OMS diz que mata como tabagismo
Segundo a Organização Mundial da
Saúde (OMS), um a cada quatro idosos se sente só — embora sejam os jovens de 13
a 17 anos os mais solitários.
A OMS classifica a solidão como epidemia e ameaça
à saúde pública, com efeitos na mortalidade comparáveis a fatores de risco
associados a tabagismo, obesidade e sedentarismo.
E a população brasileira
envelhece em ritmo acelerado. A idade média passou de 29 para 35 anos entre
2010 e 2022, e o número de pessoas 60+ cresceu mais de 50% no período, segundo
o IBGE.
As projeções indicam que, em 2070, quase quatro em cada dez brasileiros
(37,8%) estarão nessa faixa etária — hoje, são cerca de 15%.
O Reino Unido criou, em 2018, o
Ministério da Solidão para combater o isolamento social.
Três anos depois, o
Japão instituiu a Secretaria para Combate à Solidão e ao Isolamento, após o
país registrar altos índices de suicídio relacionados ao distanciamento
social.
PREVDIGEST