O brasileiro está devendo mais. Indicadores de endividamento e
inadimplência terminaram o ano passado em nível recorde.
• 81,2 milhões estavam com dívidas
sem pagar, no fim de 2025;
• 10,5% de alta em relação a
dezembro de 2024.
Os dados são do Serasa, que considera a inadimplência quando o
credor faz a notificação.
Sim, mas… O dado negativo é registrado em um momento de baixo
desemprego. A taxa recuou para 5,1% no trimestre até dezembro de 2025, o menor
nível da série histórica iniciada em 2012, pelo IBGE.
O que explica? A Selic de 15%, os prazos para quitar empréstimos
mais curtos e o aumento do custo de crédito cobrado pelos bancos, dizem
economistas ouvidos pela Folha.
• A alta da inadimplência implica um
aumento das taxas pagas pelos tomadores de recursos, num ciclo que se
retroalimenta;
• O spread (diferença entre a taxa
de juros que bancos emprestam e captam) subiu de 17,5%, em 2024, para 20,9%, em
novembro de 2025.
Resultado: o alto endividamento compromete o consumo no futuro,
afirma Joelson Sampaio, professor de economia da FGV
Quando cai? A Selic deve começar a cair em março. É o que prevê o
Comitê de Política Monetária. A expectativa, porém, é que ele se mantenha na
casa dos dois dígitos durante todo 2026.
FOLHA MERCADO