JUROS 2


O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne hoje para definir os rumos da taxa básica de juros. 

Qual a previsão?

Economistas consultados pela autarquia acreditam que o corte, anunciado na quarta (29), será de 0,25 ponto percentual. A expectativa é que o país termine o ano com a Selic a 13%.

Os agentes calculam que o IPCA encerra o ano em 4,86%. A meta de inflação é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que coloca a expectativa acima do teto.

Os economistas avaliam que a possibilidade de o governo Lula (PT) acelerar o pacote de bondades em ano eleitoral pode atrapalhar a política de juros e de combate à inflação do BC.

Antes, precisamos voltar algumas casas. A atual gestão anunciou uma série de medidas, como incentivos fiscais para o diesel, investimento de R$ 20 bi para bancar programas de habitação e um programa de combate ao endividamento das famílias.

Entre as ações propostas pelo Desenrola 2.0 estão um prazo de até quatro anos para quitar os débitos renegociados e a possibilidade de sacar o FGTS.

O programa vai abarcar três tipos de linhas em atraso: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. Veja o que mais deve ser anunciado.

O conjunto de medidas pode injetar mais de R$ 100 bilhões na economia.

•      "Todo esse processo está sendo muito bem pensado para garantir um mix equilibrado entre política monetária e política fiscal”, disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Sim, mas… Há no Ministério da Fazenda o temor de que uma queda da popularidade de Lula nas pesquisas leve o governo a incrementar esse pacote de bondades.

•      Técnicos alertam que as taxas de juros no mercado futuro podem subir diante das medidas.

•      A continuidade da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel pode manter os preços do petróleo elevados.

O efeito desses dois fatores poderia ser aumento na inflação, o que levaria o Copom a ser mais cauteloso ao reduzir a Selic.




FOLHA MERCADO
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