BANCO DO BRASIL


Enquanto Desenrola patina, bancos oferecem renegociações próprias.

  • Banco do Brasil realizou 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do novo programa
  • Ministério da Fazenda diz que o acesso das sete maiores instituições financeiras do país ao sistema do FGO está funcionando normalmente

Lançado pelo governo na segunda-feira (4), o Desenrola 2.0 ainda não engatou. Apenas nesta quarta-feira (6) que os trâmites finais de liberação do FGO (Fundo de Garantia de Operações) foram feitos, o que arrastou a disponibilização do programa nos canais dos bancos. Quem tentou renegociar encontrou dificuldades, como mostrou a Folha.

As instituições apontam que o programa deve começar para valer nesta quinta-feira (7). Bradesco e Santander, inclusive, disponibilizaram apenas pré-cadastros na quarta (6).

Neste início conturbado, o volume de negociações foi baixo. 

Após receber mais de 40 mil pré-cadastros até terça (5), o Banco do Brasil realizou apenas 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do novo programa do governo federal. Segundo a estatal, as operações somam cerca de R$ 3 milhões.

Neste meio tempo, a instituição ofereceu condições especiais de renegociação para clientes que não se encaixam nos critérios do Desenrola. Com eles, foram firmados 10,1 mil novos acordos, que somaram R$ 94,8 milhões.

NOVO DESENROLA

São elegíveis ao Desenrola 2.0 pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas de até R$ 15 mil contratadas até 31 de janeiro, que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Os débitos poderão ser renegociados com descontos entre 30% a 90%, a uma taxa de juros máxima de 1,99% ao mês.



FOLHA DE SÃO PAULO
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