LONGEVIDADE


Gerontologia tropeça no Brasil que envelhece

 Quando se critica o Brasil por não se preparar convenientemente para o envelhecimento de sua população, algo comum de encontrar lendo a mídia em geral, falta dizer o que pode ser ainda mais constrangedor: falta regulamentar a profissão do gerontólogo.  

O Projeto de Lei que tipifica e regulamenta a atuação profissional no país tramita desde 2013 em Brasília, passando de 2013 e 2017 no Senado (antigo PL 334/2013); e a partir de 2017 na Câmara dos Deputados, atual PL 9003/2017. 

Em outros países da América Latina a profissão já foi regulamentada na Argentina pela Lei 5671 de 2016; na Colômbia pela Lei 1655 de 2013; no Panamá pela Lei 52 de 2009. 

O México, o maior país em termos de centros de formação de bacharelados em Gerontologia, possui um projeto para integrar a profissão à lei de profissionais da saúde, o que lhes asseguraria as prerrogativas legais para exercício da profissão.

A Gerontologia é um campo de estudos recente. 

O precursor da área, Ellie Metchinoff, discípulo de Pasteur, cunhou o termo em 1903. 

Contudo, apenas após a Segunda Guerra Mundial a área cresce, em função do aumento de pessoas idosas nos países europeus e da ampliação do interesse em investigar o processo de envelhecimento. 

No Brasil a área teve início durante a década de 1960, tendo como marco a criação da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). 

Contudo, apenas ao final da década de 1990 são criados os primeiros programas de pós-graduação em Gerontologia no Brasil. 




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