DEMISSÃO DA PF


Depois do green card, a demissão da PF

Um dia depois da revelação de que Eduardo Bolsonaro obteve o direito de residência nos EUA, concedido pelo governo Trump, a Folha de S.Paulo informa que a Polícia Federal decidiu demitir o filho de Jair Bolsonaro do cargo de escrivão por abandono de emprego.

Eduardo vive nos Estados Unidos desde abril de 2025 e teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro. A concretização da demissão da PF, agora, depende apenas da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

Para Leonardo Sakamoto, o green card de Eduardo é "uma boa síntese de como funciona o patriotismo da família, um sentimento de orgulho, amor, lealdade e devoção a si mesma." 

Segundo o colunista, Trump usou o filho de Jair Bolsonaro para aplicar medidas protecionistas contra o Brasil com o objetivo de obter concessões comerciais. 

"O ex-deputado sabia disso, mas não se importou e até contou vantagem por ter sido usado."

A concessão do direito de residência de Eduardo Bolsonaro nos EUA foi comemorada por alas do bolsonarismo, que viram na medida uma garantia de que o ex-deputado não será extraditado para o Brasil, onde foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

Walter Maierovitch explica, porém, que o green card não anula a possibilidade de extradição. Segundo o colunista do UOL, a principal condição para a extradição é que a condenação tenha se dado por crime tipificado nos dois países, o que se aplica ao caso.

"Pela Justiça americana, a chance de deferimento da extradição é real", diz Maierovitch. Ele admite, porém, que a última palavra caberia ao governo Trump, simpático a Eduardo.

O irmão de Flávio Bolsonaro voltou aos holofotes às vésperas das convenções que devem confirmar as candidaturas à Presidência tanto do senador pelo PL quanto do presidente Lula.

Os dois lideram com folga as pesquisas de intenção de voto, mas enfrentam fragilidades, na visão de Dora Kramer. 

"A lista começa pelo governo mal avaliado, que se reflete na resistência do pessoal da frente ampla de 2022 em repetir a adesão que garantiu a vitória no olho mecânico", diz a colunista.

"O cardápio de embaraços ao (ainda) candidato do PL é mais extenso e parrudo. Inclui as relações com Daniel Vorcaro e possíveis novas revelações", acrescenta Kramer.




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